Crítica | Mulher Maravilha (2017): a luz na escuridão

Irrelevante para o Universo Estendido DC, desnecessário e esquecível

Uma das críticas a Batman vs Superman foi o filtro escuro, a fotografia mais sombria do filme. Isto é diferente em Mulher Maravilha, o que o tornou uma âncora, um ponto de virada para o cinema da DC, apesar de sua qualidade deixar a desejar.

Treinada desde cedo para ser uma guerreira imbatível, Diana Prince nunca saiu da paradisíaca ilha em que é reconhecida como princesa das Amazonas. Quando o piloto Steve Trevor se acidenta e cai em uma praia do local, ela descobre que uma guerra sem precedentes está se espalhando pelo mundo e decide deixar seu lar certa de que pode parar o conflito. Lutando para acabar com todas as lutas, Diana percebe o alcance de seus poderes e sua verdadeira missão na Terra.

No filme temos algo mais claro, mais leve e bonito. Um tom que destoa completamente dos seus antecessores Homem de Aço e Batman vs Superman. Isso é bom? Eu diria que diferente, mas não é nem algo positivo nem negativo. No máximo, pode se dizer que é um filme mais acessível ao público em geral, e, portanto, mais rentável.

Tenho alguns problemas com a simples existência dele, por ser um filme de origem lançado após a personagem ter sido apresentada. Sendo apenas um flashback, o filme acaba tratando de um arco de personagem que não importa, pois já sabemos que ela vai voltar ao mundo dos homens no BvS. Fica a sensação de que é um filme que não avança em nada o personagem. Caso a ordem fosse invertida, primeiro o Mulher Maravilha e depois o Batman vs Superman, eu não teria tantos problemas com o filme.

O filme é irrelevante para o universo compartilhado, não só por tratar de um arco de personagem cujo final já conhecemos, mas também por não inserir nenhum elemento novo ao universo que vá além do que foi mostrado em Liga da Justiça. E é nesse ponto que eu vejo Doutor Estranho como sendo um filme de caso semelhante, mas superior. Doutor Estranho insere elementos importantes, conceitos não mostrados no Vingadores, já Mulher Maravilha, não.

Existem problemas técnicos com o filme. O excesso de slow motion para mostrar o “quão maneira é a Diana” é deprimente. As cenas de ação pareceram mal filmadas, com muitos cortes, algo um tanto confuso, e, no fim do filme, é usado o recurso de omitir a fala de um personagem e revelar depois, como se fosse uma informação nova, e isso é sinal de incompetência da direção em dar peso à situação, também porque, já sabemos que o Steve Trevor morre, afinal, faz 100 anos que isso aconteceu.

O vilão é bom, nada muito impressionante. O plot twist de quem é Ares foi bem realizado, assim como a questão do homem fazer coisas ruins por vontade própria, e não por causa de Ares. Apesar disso, a batalha final deixou a desejar.

O filme é morno, arrastado e falta ação. No geral, é um filme medíocre que comete o pior erro de todos: não tem nada que valha a pena comentar. Existem filmes tão ruins ou tão bons que sempre rendem assunto, mas este não é o caso. Mulher Maravilha é um filme esquecível, sem nada muito interessante. Doutor Estranho também não é muito bom, mas traz algo importante para o Universo Cinematográfico, coisa que Mulher Maravilha não traz.

Regular, nada que faça subir ou descer no meu conceito. É um filme que denota a falta de planejamento da Warner, que altera bruscamente a forma com que seus heróis são mostrados ao sabor da crítica, o que cria uma sensação de estranheza ao comparar o tom empregado em cada filme.

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