As várias faces do super-herói

Seja ele clássico, sombrio ou realista, o heroísmo está sempre em alta

Com o aumento da produção de obras envolvendo super-heróis nos últimos anos, há cada vez mais conteúdo no mercado e, em meio aos clichês e elementos subutilizados, pode surgir a pergunta: o que faz um herói ser um herói?

Heróis
Heróis em todas as cores, tamanhos e tipos

O herói o é por sua motivação para agir. Por esse motivo, criou-se a categoria anti-herói, aquele que faz o certo por motivos pouco altruístas. Em geral, vemos os heróis se tornarem símbolos e os anti-heróis obterem mais resultados do que uma imagem virtuosa. Dois exemplos são o Superman e o Batman, o Homem do Amanhã e o Cavaleiro das Trevas, alcunhas um tanto sugestivas.

Esforço, motivação e abordagem

Indo mais além, também pode-se encontrar algum obstáculo em definir como herói alguém que faz algo bom, mas, que não demanda nenhum esforço. O mérito da ação certamente é um fator decisivo para se colocar uma cena como mais ou menos épica.

Por exemplo, é muito mais heroico quando Wolverine está sem seu fator de cura e enfrenta inimigos do que quando ele está saudável e se recupera de qualquer dano sofrido. Acrescento a este grupo de tipos de personagem o herói realista, que passa por problemas mais próximos ao cotidiano do leitor.

O herói clássico

Superman foi o fundador do arquétipo de super-herói, o homem imparável e invulnerável que salva gatinhos de árvores, a personificação do ideal de protetor. Foi o herói dos sonhos para muitos, mas, a sua perfeição incomoda outros tantos.

O herói sombrio

Batman é um lado mais realista da dinâmica de ser um herói, um humano que veste preto e se torna um vigilante. A maioria de suas histórias envolve criminosos, e não seres super-poderosos, o que cativa fãs que exigem algo mais pé no chão.

O herói realista

Homem Aranha é um degrau a mais no realismo. Peter Parker é um jovem que precisa estudar, trabalhar para pagar as contas e ainda salvar a cidade de algum vilão toda semana. O expectador tende a se identificar muito mais com os problemas de Peter do que com os problemas de Bruce Wayne.

A subversão

Personagens com décadas de vida passam pelas mãos de inúmeros roteiristas em momentos distintos do mercado editorial, o que faz com que, vez ou outra, surjam versões alternativas dos heróis, como um Batman mais ou menos averso ao assassinato ou um Superman ditador megalomaníaco.

Essa subversão das características dos personagens permite que eles atinjam novos públicos e acompanhem alguma tendência de tema, abordagem ou tom. Alguns vão gostar, alguns não, tal como ocorreu com O Homem de Aço e a visão sombria de Snyder.

Há histórias criadas com características diferenciadas dos arquétipos heroicos tradicionais, como Watchmen e Kick Ass. No caso destas, não há o conflito com o ideal do “material original”, já que, desde a origem, a história almejava tratar daquele tema e daquela forma.

O pódio cíclico

O público tende a se cansar após uma alta exposição a um tipo de herói. Assim como o idealismo puro de Superman e o realismo da trilogia Homem Aranha, os heróis descompromissados de domingo à tarde da Marvel irão perder a força, e já vêm cedendo terreno para roteiros mais profundos, entre o idealismo e o realismo.

Ainda que o gênero perca espaço e rentabilidade, ele nunca morrerá, pois, independente de qual for a abordagem, as pessoas gostam de heróis.

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