Crítica | A Casa da Raven: uma sequência surpreendentemente boa

A mesma alma, mais humor e mais personagens

Em 2017 foi lançada a “continuação” do seriado “As Visões da Raven”. É uma série derivada, mantendo elementos e alguns poucos personagens, mas o espírito continuou o mesmo. Assisti sem nenhuma pretensão, com receio de ver algo que estragasse a memória da série clássica, mas fui surpreendido positivamente. O único ponto negativo da série é o uso das risadas de fundo, clássicas desse tipo de seriado. Daqui pra frente existirão spoilers, estejam avisados.

Aproveite que ainda não é spoiler.

A ideia básica da série parece saída de uma fanfic, Chelsea e Raven divorciadas morando junto com seus filhos e o filho da Raven é vidente. Tive um pé atrás com o Booker e com a Tess, por serem muito “estereotipados”, mas o decorrer da série explorou vários lados de todos os personagens. Tess não foi apenas uma garota descolada, o que mais me agradou enquanto assistia. Os conflitos familiares foram muito bem conduzidos, as questões da Nia, o pai distante, e principalmente do Levi, o pai presidiário. Os personagens são bons, e, não me recordo de os personagens da antiga série terem tanta profundidade.

O humor brinca muito com referências e piadas de quebra de expectativa, o que me rendeu momentos de boas risadas (destaque para o último episódio). Em alguns momentos senti um exagero, em especial os momentos da Tess, mas não foi o suficiente para me incomodar. O único ponto que me irritou foi o clichê do menino gênio e as piadas de inversão de papéis entre o Levi e a Chelsea.

Eu não devia ter ficado surpreso, mas não esperava a aparição do Devon. Interessante que ele sempre tem que viajar, mesmo mudando de série.

A dinâmica dos conflitos segue praticamente a mesma, embora sem tantos momentos absurdos quanto a série antiga, e com o bônus de ter dois videntes querendo consertar as coisas. O segredo das visões entre mãe e filho rendem momentos engraçados deles disfarçando a habilidade.

Assisti a série dublada e só teve um aspecto que me incomodou. Apesar da Nia e do Booker estarem no sexto ano, eles dizem que estão no Ensino Médio.

O que mais gostei na série foi ter sentido que a Raven nova é a mesma pessoa que a antiga, apenas mais velha. As manias, o jeitão de agir, tudo amadurecido em alguns pontos e o mesmo em outros. Eu vi, ao mesmo tempo, uma mãe irritada, preocupada e a adolescente que adora dançar e resolver as coisas, que sonha em ser estilista.

Para mim, a maior glória de A Casa da Raven é conseguir envelhecer a Raven e as piadas sem mudar muito o jeito de fazer humor. Destaco também as piadas de “mulher solteirona com filhos”, que me divertiram por horas.

A primeira temporada mostrou a que veio no melhor estilo, ainda guardando uma revelação para ser usada em alguma season finale, ou melhor, eu espero.

Lembrando que escrevi essa crítica antes de ver a segunda temporada.

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