Crítica | Vingadores – Era de Ultron (2015): uma sequência inferior ao original

O filme que tornou Guerra Civil coerente e necessário

Vingadores 1 foi um filme muito elogiado, em especial por seu vilão, Loki. No caso do Vingadores 2, o vilão é menos excelente, me desagrada a nível pessoal, mas não faz o filme decair de qualidade.

Ambos os filmes tem a mesma energia, um vilão mais engraçado, Hulk esmagando e luta contra exércitos não-humanos. Mas se engana quem pensa que o filme é descartável, na verdade, ele é extremamente importante para o enredo do Capitão América 3 (é mais um Vingadores 2,5 do que um Capitão América, na verdade), por introduzir consequências mais graves na batalha dos Vingadores e ainda nos mostrar que o Tony Stark pode ser um babaca a qualquer hora.

Certo, babaca pode ser uma palavra muito forte, mas o define bem no Guerra Civil. Nesse filme, ele ainda é só um cientista louco que quase extinguiu a raça humana com sua criação.

E o que dizer de Ultron? Praticamente uma criança mimada. Sua personalidade é divertida, mas senti certa falta de profundidade nele, como se ele tivesse chegado a conclusão de que o extermínio dos Vingadores traria paz para o nosso tempo rápido demais. Ainda assim, é um bom vilão, com uma boa motivação. Mas algo nele me incomoda profundamente: ele é um robô.

Tenho certo problema com robôs, pela falta de peso nas lutas contra eles, já que não sangram nem sentem dor, parece mais uma luta contra capangas genéricos. Como o Ultron é um robô, nenhuma das lutas contra ele realmente importam, o que me incomodou por boa parte do filme, mas no fim foi resolvido com o Visão cortando a internet dele.

Tony é praticamente o vilão do filme, já que foi responsável pela vilania dos irmãos Maximov e pelo Ultron, o que o torna um herói controverso, como sempre foi.

O Pietro teve um detalhe que me agradou, se cansar. É sempre bom ver um personagem de filme se cansando, traz mais realismo e riscos. Até mesmo a reação da Wanda à sua “primeira batalha” também foi bem executada, embora eu ache que podiam ter guardado a morte do Pietro para ser o gatilho do Capitão América 3.

O humor foi bem empregado, os diálogos do Ultron com o Stark e as piadas com o Miojnir foram divertidos.

As cenas de ação foram bem feitas, mas uma coisa segue me incomodando, a falta de lutas marcantes contra vilões. Qualquer expectador casual vai se lembrar principalmente do Hulk lutando contra o Thor no Vingadores 1, contra o Hulkbuster no Vingadores 2, mas não de uma luta contra o real vilão do filme. Isso enfraquece o peso que os vilões tem para o filme. Posso dar dois exemplos de filmes com vilão da própria Marvel, o Capitão América 1 e 2, que inclusive, são meus preferidos.

E como não pode faltar num filme da Marvel, a cena pós créditos e o Stan Lee. O vovô Lee bêbado foi engraçadinho e a pós créditos foi empolgante. É o sinal de que o Thanos se aproxima, e a gema na testa do Visão o coloca numa rota de colisão com os Vingadores.

Em resumo, o filme é divertido, tem boas cenas de ação e é ótimo para se ver num domingo a tarde.

Nota 8, com descontos por uma batalha final sem muito peso e um vilão não muito bom.

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