Crítica | Turma da Mônica Jovem vol. 3: entrando nos trilhos

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A capa do vol. 3 de Turma da Mônica Jovem é meio engraçada. O Cebola e a Mônica estão com a expressão de quem reage a um robô gigante, só que o robô gigante está atrás deles, não na frente. Gosto do cenário da cidade e acho que melhoraria muito a qualidade se deixasse os protagonistas menores e de frente para o robô, mas deve ser uma regra editorial das capas incluir algum protagonista grandão.

Assim como o vol. 2 apresentou uma clara evolução se comparado ao vol. 1, o vol. 3 melhorou consideravelmente os aspectos de menor qualidade de seu antecessor. Neste, o humor funciona bem e algumas piadas se destacam, como o Cascão chamando o espírito guerreiro de “Zé” e o soco antispam.

Mais que o humor, a aventura funciona. O mundo é bem construído e os elementos são apresentados em um ritmo agradável. Além da ambientação funcional, existe um senso de risco. Não posso dizer que é possível achar que a turma vai perder, mas os conflitos empolgam o suficiente para que o vol. 3 seja bom.

A participação do Poeira Negra foi boa. Ele atua efetivamente no combate e torna a tarefa mais difícil para a turma. Essa orientalização do mundo, como o uso dos ofudas, transformou o Capitão Feio em uma espécie de mago e permitiu uma utilização a mais de robôs gigantes. A parte do robô não me agrada, mas ruim não é.

Já que falar sobre os bons designs é chover no molhado, vamos aos personagens.

Além do Cebola e da Mônica, os outros protagonistas também são trabalhados romanticamente, com vários momentos de interação entre a Magali e o Cascão. Dá a entender que eles estão perto de um relacionamento, embora não tão perto quanto os outros dois. E como fica o Quinzinho e a Cascuda? Isso é papo para a critica do vol. 67.

Este volume dá a entender que alguns personagens da turma clássica mudaram de dimensão, pois é o que aconteceu com o Bloguinho (agora Blog). Há quem diga que o Bloguinho nasceu velho, mas todos concordamos que ele envelheceu muito mal com o seu dialeto internético que talvez sequer tenha existido. O Blog também acompanha a péssima utilização de referências à internet do volume. As aparições dele e do Megaspam fazem muito sentido nesse contexto cibernético.

O Astronauta é bom, mas me deixou uma dúvida: por que ele apareceu para ajudar a Magali? Não foi dado a entender que o Blog tenha chamado ele e é muito conveniente essa ajuda aparecer bem na hora, como um reforço mágico.

A dica em forma de poesia é uma saída inteligente para o clímax. Mesmo que não seja muito bem trabalhado, não é forçado como a quebra das chaves no vol. 2, então segue a evolução da qualidade do todo, em especial do ritmo.

O gancho para a próxima edição foi bem executado com a apresentação de uma dimensão de luta e uma conexão com os heróis do imperador, fortalecendo a importância dessa mitologia estabelecida em As Quatro Dimensões Mágicas. Na próxima crítica vou falar mais a fundo sobre a saga e a mitologia.

O vol. 3 de Turma da Mônica Jovem é bom. Não muito bom, mas segue a curva ascendente de qualidade gerando uma boa experiência de leitura.


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