Crítica | Turma da Mônica Jovem vol. 11: Ser ou não Ser

O vol. 11 de Turma da Mônica Jovem introduz uma trama de ficção científica com várias (e interessantes) subtramas. Um dos assuntos tratados neste volume tem a ver com confiança, em si mesmo e nos outros.

Aqui é revelado que a Aninha saiu do grupo de líderes de torcida por conta do Titi e seu olhar negativo sobre o uso de saia. Bem, relacionamento é isso, negociação. Diante de um impasse, ela cedeu. Quando a Magali diz que os garotos adoram quando as garotas olham para eles está sendo precipitada, pois não foi mostrado que o Titi provoca os olhares, o que provavelmente é o argumento dele para não querer que a Aninha use saia.

Destaque para a piada das “amigas” fura-olho e para o fato de que, curiosamente, a Aninha é mais velha que a média das personagens principais e continua sendo chamada de Aninha.

Falar sobre o problemático namoro do Titi com a Aninha é chover no molhado, seja na Turma da Mônica ou na Turma da Mônica Jovem. Por outro lado, nunca “senti” o casal Cascão e Cascuda como namorados. Ela parecia ser sempre apenas um acessório dele. Por isso, especialmente depois do clima entre ele e a Magali na primeira saga, gostei de ver cenas ressaltando o quanto a Cascuda gosta do Cascão e se preocupa com ele. Pode ser pouco, mas dá a ela mais vida.

Neste volume tem algumas cenas das garotas juntas que demonstram como a caracterização física é genérica. São basicamente os mesmos corpos com cabeças diferentes. E em uma ou outra cena é uma cabeçona estranha. Ainda sobre o traço, agora o Quinzinho é gordo (talvez não gordo, mas é grande).

Levando em conta as críticas que o treinador Átila fez aos atletas, provavelmente o Cascão leva o time nas costas. Por este motivo as pessoas confiam nele, os colegas de equipe e os torcedores, personificados na figura do Dudu. Com muita confiança vem muita responsabilidade e Ser ou não Ser é justamente sobre isso.

O Dudu é aquele fã chato que coloca o admirado num pedestal, então, ao menor sinal de defeito, ele o execra, como se nada do que houve fosse relevante. O preconceito do Dudu o levou a agir como um idiota, condenando o Cascão por ser ele mesmo.

Talvez o Cascão quisesse se eximir de sua responsabilidade e fingir que o resto do time seria o suficiente para vencer a final, mas a pressão do Dudu colocou dois pianos sobre suas costas: a final e a possível doença mental. Apesar da boa expectativa acerca dos robôs serem reais ou não, infelizmente o vol. 11 deixa claro que são reais.

O vol. 11 de Turma da Mônica Jovem tem a boa ideia de a pressão da torcida e da equipe afetar o craque do time, porém, creio que seria muito melhor se não quisesse usar essa aura de ficção científica, pois o conflito interno do Cascão seria mais claro. No fim, o volume é tão deficiente em se sobressair que parece que não acontece nada, motivo para o título Ser ou não Ser desta crítica, não uma impressão específica minha.


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