Top 10 | Melhores capas de Naruto Shippuden

Naruto Shippuden é uma nomenclatura dada pelo anime ao conteúdo do mangá após o vol. 27, mas, devido ao tamanho do mangá, é pertinente falar em clássico e Shippuden para esclarecer melhor qual é o período do qual se está falando. Como essa segunda parte da história tem mais de 40 capas, é claro que é possível fazer uma lista ainda mais pertinente que o Top 10 | Melhores capas de Naruto clássico. E desta vez sem bizarrices.

Décimo lugar — O lampejo da batalha final

Esse dia foi louco. Sasuke lutou contra os cinco Kages, chamou o Kakashi para a peleja, tentou matar a Sakura duas vezes e tretou com o Naruto. Antes do encontro do Sasuke com o Itachi na guerra, havia uma expectativa muito alta em cima do confronto derradeiro dos protagonistas, pois as aparições do Sasuke eram, em geral, brutais. O vol. 52 mostra esse Sasuke vilão cruel e a capa indica uma luta séria, que não acontece totalmente neste volume, mas que é sugerida como o caminho natural para ambos. Esse era o clima que Naruto e Sasuke deveriam ter.

Nono lugar — A materialização da dualidade outrora conceitual

Naruto e Sasuke sorrindo um para o outro. Este era o clima que Naruto e Sasuke não poderiam ter. Esta capa é muito bonita, mas o que ela significa é terrível: Naruto e Sasuke juntos antes de ocorrer a batalha final. Independente da qualidade da luta no vol. 72, o clima já não era o visceral do vol. 52, mas algo um tanto mais forçado, como se acontecesse apenas porque o Kishimoto esqueceu de fazer ela antes. Outro problema desse entendimento, é que o Sasuke ficou “bonzinho” não por qualquer motivo ligado ao Naruto, mas por ouvir a história de Konoha. Depois ele decide ser o “Hokage das sombras”, mas a conversão no vol. 72 não se dá pelas palavras, então considero a conversa com os Hokages o fator mais relevante nessa mudança de lado.

Oitavo lugar — O NaruHina solitário

Capa linda, pena que o casal não foi desenvolvido. Existem basicamente dois momentos NaruHina, um é na invasão do Pain e o outro é neste volume. Ambos são bons, mas é pouca interação para um casal “protagonista”. O mangá inteiro não fundamenta um sentimento dele por ela, apenas o contrário. Além disso, o roteiro ruim do Kishimoto faz parecer que o Naruto não liga para a Hinata, pois em momento algum ele fala sobre os sentimentos dela e ainda diz para o Quarto Hokage que a Sakura é namorada dele. Eu entendo ela ficar com ele, mas não ele ficar com ela (assisti ao The Last e o que importa essencialmente é o que está no mangá, pois complementos já são prova da inabilidade do autor em explorar um aspecto tão importante do final da história).

Sétimo lugar — Agora tema, pasme, se desespere e lamente, pois a minha arte…

A arte da capa do vol. 40 é o retrato de uma batalha intensa. Ela empolga e não cria expectativas incorretas, porque o desenrolar de Sasuke VS Deidara é muito bom. Não existem grandes conceitos subjetivos aí, apenas um ótimo jeito de atrair a atenção do público e mostrar para ele que a obra é boa. Naruto tem várias capas que sequer mostram o que acontece no volume, é só um desenho quase aleatório.

Sexto lugar — Desculpe, Sasuke, não haverá próxima vez

O vol. 43 é a segunda parte da luta Sasuke VS Itachi, que é excelente. Antes da leitura do volume, esta arte pode ser entendida como uma alusão ao combate, quando na verdade se refere mais à verdade sobre o Itachi, a qual foi contada ao Sasuke pelo Tobi. É uma boa rima com o final do volume: Sasuke chora e diz que os Falcões tem como objetivo destruir Konoha. Embora a escolha do Sasuke por destruir Konoha não faça sentido, esta capa e o volume como um todo são dos melhores de Naruto.

Quinto lugar — O herói e os vilões

Esta é a capa de Naruto Shippuden. Ela define do que se trata a história toda com maestria, o herói e os vilões que querem capturá-lo. A Akatsuki é excelente em conceito e execução, exceto o desfecho dado ao Zetsu e ao Tobi. Os integrantes são interessantes e as lutas são os pontos altos do mangá. No vol. 41 ocorre a guinada para o desfecho ideal de Naruto, que foi a derrota do Pain.

Quarto lugar — O Kakashi sensei está em uma missão fora da Vila?

Esse Kakashi na diagonal com a destruição de fundo me arrepia até hoje. É uma melancólica representação do risco que havia no arco Pain, do peso dramático que a situação possuía. Quando o Naruto chega, mais forte que nunca, está atrasado. Konoha já fora devastada e Kakashi estava morto, fato tal que o Naruto encarou com uma maturidade jamais vista, nem antes deste arco nem depois. Mesmo com tanto poder e indo além do Modo Sennin de seu mestre, Naruto ainda é menor que Pain.

Terceiro lugar — O único inconveniente é que, você morre

Em uma das melhores lutas de Naruto clássico, Rock Lee usou uma técnica proibida que garante a liberação de poder em 8 fases, sendo que na última o poder liberado é superior ao de um Hokage, com o inconveniente de causar a morte de quem a usa. Com esse tipo de apresentação era claro que em algum momento essa oitava fase seria usada e nada melhor do que ela aparecer na batalha contra o vilão (aparentemente) final do mangá. Talvez o salvador da pátria não seja o Naruto, talvez seja a vez de um ninja esforçado vencer. Este é um momento épico, infelizmente prejudicado pela curta duração, pelos flashbacks e, principalmente, pela péssima escolha do Kishimoto por não matar o Gai, traindo o conceito do Oitavo Portão. É uma das melhores ideias não executadas pelo Kishimoto (assunto que talvez renda um top 10).

Segundo lugar — O clímax absoluto

Até o vol. 48, Naruto desenvolvia de forma crescente dois aspectos centrais do protagonista: a dor (presente em quase todos os seus inimigos) e o risco do poder. Tal risco estava presente em forma de limitações para o Naruto e, o mais importante, representava a possibilidade da perda de controle. Em Naruto Shippuden ficava cada vez mais evidente que a fúria dominava o Naruto e isso se traduziu em mais e mais caudas liberadas, até que o vislumbre da possível morte da Hinata despertou 6 caudas. A capa do vol. 47 versa sobre esse risco chegando ao extremo, mas inclui o Quarto Hokage, que é a dor e a emoção se misturando ao risco da perda de controle. A arte coroa um volume absolutamente espetacular, entre razões e emoções.

Primeiro lugar — E o meu sonho pro futuro…

Naruto abriu com o Naruto desejando ser Hokage e não podia fechar de outra forma. Talvez esta seja a única coisa que não possui defeito após o vol. 62 do mangá. É um símbolo emocional que condensa o melhor do mangá, sem exigir argumentação e sem margem para críticas. Eu cresci com Naruto, vibrei com ele em suas vitórias e gostei de comprar mês a mês o mangá, mesmo durante a guerra ninja que hoje eu tanto critico. Odeio sim muitas ideias do Kishimoto e o rumo que ele deu para Naruto, mas tenho muito carinho pelo personagem, queria vê-lo Hokage e gostei do volume final, que é quase um pedido de desculpas do Kishimoto. Claro que o vol. 72 não é perfeito, mas, além desta linda capa, ele contém a melhor luta de todo o mangá.

Não desassociei o impacto e o valor emocional da posição no top 10 porque acredito ser o mais correto. A capa não é apenas o que ela mostra, é o que ela significa, antes e depois da leitura do mangá.


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