Crítica | Máquina da Vingança (2019): curioso, mas dispensável

Ficha técnica no IMDb

Em uma cidade em ruínas, atormentada pelo crime e pela corrupção, um promotor público sem escrúpulos é assassinado de forma selvagem. Misteriosamente, ele reencarna em um formato especial.

Máquina da Vingança não é um filme ruim, mas, para quem já assistiu Christine, a sensação final é frustração. Embora a premissa de um carro assassino encaixe perfeitamente em um terror, Máquina da Vingança escolheu ser um suspense mais ou menos policial com três núcleos: os heróis, os vilões e o carro.

Os heróis

O início do filme estabelece como provável protagonista um homem da lei que, através da execução legal de criminosos, afrontou o mundo do crime. Quando surgiu aquela faísca de reflexão acerca da pena de morte eu me animei, pois parecia que o filme ofereceria muito mais do que eu esperava.

Outro elemento estabelecido sobre esse provável protagonista foi que a personalidade forte dele dificultava seus relacionamentos. Não que isso tenha levado a algo, mas no momento soava interessante, até pela construção da mulher.

Uma pena que a construção romântica foi deixada de lado para firmar um relacionamento sem nenhum propósito ou lastro com o que fora mostrado anteriormente. A única boa explicação para isso é que o roteiro quis mostrar como as pessoas fazem coisas que não são lá muito embasadas.

O policial não chega a ser um personagem ruim, só que eu não consegui me importar com ele.

Os vilões

O lado dos criminosos foi uma grata surpresa para mim. Eu esperava o tipo comum de bandido genérico que os mocinhos batem por horas até chegar ao chefão da fase. Na verdade, o roteiro usou a, até então inútil, atmosfera tecnológica para embutir “ferramentas” em cada um deles, como se fossem ciborgues.

Máquina da Vingança pareceu até um filme de super-herói e usou e abusou de cenas de ação. O problema é que a maioria dessas cenas é fraca, forçada, à noite e cheia de cortes. Bem digno de um filme com heróis “humanos”.

Os vilões são caracterizados de forma interessante e se saíram melhor que os heróis no balanço final.

O carro

E como ficou o principal de Máquina da Vingança? Ficou… Ok. As cenas dele são legais, embora os heróis protagonizem mais o filme. Seu nascimento foi até empolgante, mas o final deu a entender que era tecnologia, não magia, então a ideia do carro assassino acaba perdendo força.

Destaque negativo para a cena imbecil de sugestão de que o carro seguia vivo (se parou antes, era impossível). Para concluir sobre o carro, levando em conta seu tempo de tela, talvez não houvesse forma de fazê-lo ser melhor.

No todo, Máquina da Vingança é um filme interessante, até certo ponto, graças à sua premissa. O problema é que ele não vai além do “curioso”, o que o torna uma experiência dispensável, uma vez que podemos assistir Christine, um filme muito superior.

Observação: a pior cena de Máquina da Vingança é aquela em que o carro capota por cima dos outros. Só por aquilo eu tiraria uns 2 pontos da nota final do filme, caso eu desse nota.


Deixe suas dúvidas, críticas ou sugestões nos comentários. Siga o Blog do Kira por e-mail e não perca os próximos posts. Acesse o Podcast do Kira, um canal com versões em áudio de alguns textos daqui e conteúdos inéditos.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s