Crítica | Jogo Macabro (2009): fraquinho, fraquinho

Ficha técnica no IMDb

Nas praias do noroeste da Espanha, o jovem americano Jason (Mike Vogel) passa seus dias com seus colegas surfistas e com a misteriosa Erica (Eliza Dushku), por quem está apaixonado. Uma noite durante uma festa, Jason aparece com um estra­nho jogo antigo, chamado Mamba, cujo tabuleiro foi feito do corpo desidratado de uma bruxa esfolada viva em 1489 durante a Inquisição.

Jogo Macabro é um terror genérico que possui nada de interessante. O que podia ser legal ele não explora e tanto seus personagens quanto sua mitologia são fracos, desinteressantes e, até certo ponto, desconexos.

Tive certa relutância em assistir a esse filme por conta de sua sinopse. É um conceito estranho de se assimilar, afinal, partes de um corpo esquartejado não incorrem em um jogo. A parte do desejo a ser realizado me interessava (muito em função do meu gosto por 7 Desejos), e, no fim, apenas perdi meu tempo.

Jogo Macabro possui um grupo de jovens amigos completamente genérico, descartável e insípido. Nada neles chega perto de ser interessante, seu desenvolvimento é nulo e alguns momentos do filme são patéticos. É uma bizarrice pior que a outra e nunca o enredo convence ou entrega o que o espectador quer.

E o que o espectador quer? Um jogo com causas e consequências. Toda a dinâmica do jogo é rápida e limitada, como se o modo de operar dele não fosse relevante, e de fato não o é. Duas boas evidências de como usar bem esse conceito são os filmes JumanjiZathura, os quais, na minha memória, são obras-primas.

O jogo é chato, mal explorado e a forma de vencer é absurdamente óbvia. O ex-cadeirante disse que precisava passar o jogo para frente para que o desejo se realizasse e o policial queria o jogo. Não era óbvio que nada seria mais perfeito do que essa combinação? Inexplicavelmente, o protagonista quis não entregar o jogo e, pior ainda, fez um pedido burro.

Pessoas sob pressão fazem coisas estúpidas, mas ele tinha garantia de êxito e fora aconselhado a tomar cuidado com seu desejo. Claro que ele não tomou cuidado, fez um pedido genérico e prendeu a si e seus amigos num looping temporal. Gosto de saídas desse tipo, mas é tudo preguiçoso demais no filme para que isto seja bom. E vamos às mortes.

O homem das cobras devia ter corrido em vez de subir nos troncos daquele jeito. Ele não demonstrou estar impossibilitado de correr, então não faz sentido escalar as madeiras tão perigosamente.

A mulher envelhecida eu achei interessante, mas não queria dizer nada diante do enredo. Foi só qualquer coisa, como, basicamente, tudo em Jogo Macabro.

A dos caranguejos provavelmente foi a melhor cena do filme. Bem angustiante.

E a cena do carro capotando foi a pior que eu já vi na vida, fora que a mulher devia ter percebido antes que tinha um caminhão enorme bloqueando a pista (caminhão tal que ficou lá parado sem motivo).

Jogo Macabro é tão ruim que nem sei por qual motivo estou gastando tempo escrevendo sobre ele. Não assistam. Tem filme ruim melhor que já foi resenhado no Blog do Kira.


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