Crítica | Corpse Party — Another Child vol. 2: o ambiente aterrorizante

O vol. 2 de Corpse Party — Another Child é, provavelmente, melhor que a trilogia Musume como um todo. Ele está em outro nível, tanto em roteiro quanto em enredo. Sua grande esperteza está em inserir a protagonista em um ambiente no qual o leitor não sabe quem é o grande inimigo.

Na crítica do vol. 1 eu falei sobre a fantasma que acompanha a Tamaki pensando que ela era a Sachiko. Continuo achando ela um ponto positivo, mas estava enganado. Aquele ser que era pintado como o grande vilão, embora não aja exatamente como tal, não tem nada a ver com aquele lugar.

Mais do que isso, o encosto da protagonista supostamente alterou o comportamento das crianças-fantasma, o que, considerando a posição das dimensões em locais diferentes no tempo, pode significar que a morte das pessoas na escola-fantasma é culpa da Tamaki.

Só essa combinação de revelações (as crianças-fantasma não agiam assim + dimensões em locais diferentes no tempo) já tornou Corpse Party — Another Child muito interessante. É quase uma reviravolta na expectativa do leitor e um de seus méritos é trazer mais medo do desconhecido.

Medo do desconhecido porque eu não sei qual é a intenção das crianças-fantasma ou se é possível salvá-las. Medo pelo encosto cujas intenções são desconhecidas. Medo pela quarta criança-fantasma, a qual está dormindo. E também, quem diria, medo pela detetive.

A detetive é um bom personagem aqui, muito diferente de sua versão em Corpse Party — Musume. Ela é o personagem que convenientemente explica o que precisa ser explicado, mas faz sentido, pois ela divulgou a simpatia. Sua aparição é a amarração de uma ponta do enredo, colaborando ainda com uma boa revelação (ela é um fantasma) e um bom mistério (o que ela foi fazer lá?).

Aquela que eu chamei de Sachiko na verdade se chama Akagiri. Desde o começo ela estava com a Tamaki e nunca a atacou, mas ela é um encosto, então o medo de suas ações é constante. Como ela foi invocada por outras personagens, creio que a Tamaki deva ter sido alvo de uma tentativa de maldição.

A trama vai girando e, ao final, num ponto baixo, a detetive explica que a Sachiko é o grande vilão. Apesar de esse diálogo expositivo ser detestável, a revelação que ocorre (aparentemente) em seguida é coerente e me surpreendeu.

Diferente do vol. 1, este tem umas duas cenas ecchi e a capa é nesse estilo sensual. Não chega a ser uma grande mácula, mas é um dos pontos que me impedem de dizer que é um volume impecável.

Embora o Yuuma não me interesse muito, a postura de evitar que as garotas vissem os corpos e tentar permanecer firme por elas me agradou. Os personagens secundários às vezes parecem querer mais profundidade do que devem ter, mas, no geral, não foram um incômodo.

A cereja do bolo que coroa este volume como “bom” é a interação do Yuuma com a criança-fantasma boa, esta um personagem muito interessante. As outras são loucas assassinas, mas ela o ajuda.

O vol. 2 de Corpse Party — Another Child é bom. Eu queria dizer “muito bom”, mas acho que estou emocionado por finalmente gostar, de verdade, de um mangá de Corpse Party. Alta expectativa para o volume final.


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