Crítica | Doce Vingança (2010): tortura, tortura e mais tortura

Doce Vingança é um filme sobre uma escritora que se retira para um lugar isolado e é violada de várias formas, depois ela se vinga dos seus algozes. Eu poderia terminar por aqui, pois é apenas isso que existe no filme.

É quase como os filmes de artes marciais antigos, que só criavam alguma desculpa para ter lutas. Neste filme, tudo o que vemos são sequências de tortura à Jennifer, um prelúdio, mais algumas cenas de “será que ela morreu ou não?” e ela torturando os torturadores.

Narrativamente, o filme é pobre. Possui bons efeitos especiais mas o enredo é muito raso. Claro que o desenvolvimento da protagonista durante a tortura é bom, ela reage como uma pessoa normal reagiria.

Houve bastante criatividade nas ações que objetivavam a dor, mas estranhei o aspecto “Jogos Mortais” que a Jennifer implementou, também achei estranho ela conseguir manejar os corpos com aquela precisão, embora tenha sido offscreen.

Existem aspectos técnicos primorosos. O filme tira a trilha sonora e deixa a tensão subir, mas em nenhum momento usa o recurso “pomba na janela” para nos assustar, algo que eu odeio em filmes de terror. Não engoli muito bem a questão de ela ir para o meio do nada, um grande nada, sozinha. Parece algo um tanto forçado. E ainda cabe outro elogio ao roteiro, mostrar que o delegado tinha esposa e filha, além de ser um bom homem, aparentemente.

Mas o cerne do filme também se torna um problema. Depois de tapa na cara, taco de beisebol na cabeça, uso do revólver e estupro, a cena seguinte da floresta me pareceu um tanto gratuita. A gravação foi muito simples, só conectaram clipes de tortura ao longo do filme, sendo que a protagonista não foi explorada como personagem após os estupros, virou um recurso de roteiro para matar, muito raso.

No fim, o filme não passa de uma nota 5. Ele não tem grandes deficiências no que se propõe a fazer, só que não passa de uma longa sequência de torturas. Jogos Mortais pelo menos se esforça mais para contar uma história.

Observação: escrevi esse texto há vários anos e por problemas técnicos tive que postá-lo hoje. Em alguns dias ou semanas o editarei para ficar mais profundo.

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