Lista | Do pior ao melhor de Bruce Lee

Bruce Lee foi um ator, escritor, diretor, coreógrafo e, é claro, artista marcial. Considerado uma lenda das artes marciais, foi responsável por popularizar o cinema de ação com foco em combates corpo a corpo. Apesar do tamanho de sua fama, protagonizou apenas 4 filmes completos e outro que fora finalizado após sua morte. O legado de Bruce Lee é muito maior que seus 5 filmes, mas, como ficariam suas obras se ordenadas da pior para a melhor?

5º lugar — Jogo da Morte (1978)

Jogo da Morte tem uma premissa interessante e lutas, em média, melhores que as das produções orientais de Bruce Lee. Sua sequência final na torre dos vilões é incrível e possui a melhor luta dos cinco filmes desta lista (Bruce contra Kareem). Apesar de algumas ações forçadas, as lutas deste filme envelheceram bem. É possível concluir que a parte que importa do filme, que é a ação, é muito boa. Sendo assim, qual é o problema?

Muitas pessoas dizem que Jogo da Morte não havia sido concluído e que por isso o diretor precisou usar um dublê, a fim de esconder a ausência de Bruce Lee (que morrera antes da estreia de Operação Dragão). Isso está correto, mas não deixa claro o quanto Bruce Lee realmente gravara para o filme. Tirando uns poucos takes, Lee gravou apenas a sequência final de lutas na torre dos vilões (sendo que uma delas foi feita pelo dublê).

Durante 1h20 de Jogo da Morte vemos uma tremenda gambiarra do diretor Robert Clouse (Operação Dragão) para fazer um filme estrelado pelo Bruce Lee sem o Bruce Lee. O resultado é um enredo meia boca, um protagonista sem desenvolvimento que só aparece nas sombras, de costas e de óculos escuros e uma estranha sensação de que o filme está cru. Vale destacar as montagens ruins que tentam inserir o Bruce Lee no filme.

Jogo da Morte não é uma experiência cinematográfica válida. Não devia nem ter sido feito.

4º lugar — O Voo do Dragão (1972)

O Voo do Dragão

Recomendo O Voo do Dragão apenas para quem quiser conferir toda a filmografia do Bruce Lee, pois o filme é ruim. Dirigido e roteirizado pelo próprio, ele tem um drama inexistente, um humor patético, um enredo muito cru e atuações ruins. A única coisa que se salva nele é a luta final entre o Bruce Lee e o Chuck Norris (talvez a segunda melhor dentre os cinco filmes).

Só coloco O Voo do Dragão acima de Jogo da Morte porque este último mal parece um filme profissional.

3º lugar — O Dragão Chinês (1971)

O Dragão Chinês é um filme feijão com arroz. Ele tem uma história simples, vilões simples e um protagonista que tem princípios e deixa-os de lado por um motivo perfeitamente lógico, considerando a origem de tais princípios. O lado da ação é deficitário, especialmente por demorar uns 40 minutos até o Bruce Lee lutar. O destaque positivo é que a luta final é legal.

2º lugar — A Fúria do Dragão (1972)

A Fúria do Dragão

A Fúria do Dragão é, de longe, o filme com o melhor enredo desta lista. Ele possui uma trama ligada ao desejo de vingança do protagonista devido ao assassinato de seu mestre. O protagonista prossegue em seu acerto de contas e suas ações têm consequências negativas para a escola da qual faz parte. Gosto muito de toda a dinâmica de ele ser um procurado e ter de se entregar para evitar que o pessoal da escola sofra mais.

O que torna A Fúria do Dragão superior aos demais é que ele investe verdadeiramente no drama e no arco de personagem do protagonista, um sujeito impulsivo que coloca seus colegas na mira dos vilões. Destaco o visual, tanto dele quanto de seu par romântico, e o desenrolar dos diálogos de ambos.

Neste filme também há boas cenas de humor envolvendo o protagonista disfarçado. Bruce Lee daria um bom ator para comédias.

1º lugar — Operação Dragão (1973)

Último filme gravado por Bruce Lee e sua única produção hollywoodiana, Operação Dragão não possui um senhor enredo, mas faz o necessário para funcionar, justificando bem as lutas, a divisão do protagonismo e a falta de armas de fogo. É certamente o único filme desta lista que posso dizer que é bom de fato, não apenas numa análise contextualizada.

Alguns podem reclamar que falta Bruce Lee no filme, mas a ideia de focar em outros personagens exime o roteiro da necessidade de desenvolver dramaticamente o protagonista e cria uma importância bem legal nos combates que envolvem os dois coadjuvantes principais. Eu me importo com eles e com o que decidem fazer.

Estruturalmente, o diretor Robert Clouse armou tudo para que o filme funcionasse e fluísse bem. Tendo uma arquitetura redonda, a alta qualidade das lutas torna Operação Dragão um filme muito legal de se assistir. O único problema do filme é a falta de capricho na coreografia da luta final, algo sempre primordial nos filmes de Bruce Lee.

Curiosamente, durante aquele pedaço final em que o protagonista e o coadjuvante principal se unem contra os inimigos, tive a sensação de estar vendo uma dinâmica próxima da que existe entre Goku e Vegeta, de Dragon Ball.

A conclusão final quanto à filmografia de ação de Bruce Lee, desconsiderando o contexto, é que, tirando Operação Dragão, seus filmes são ruins, têm muito nome e pouca qualidade. Por outro lado, Bruce Lee era um fantástico executor de coreografias.

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